domingo, 3 de abril de 2011

Ao pé da letra

Até as leves brisas gostam
da sua liberdade,

de ser vento ou furacão,
ou até
ser nada.
Quando sou nada,
deixo que me respirem,
deixo que me passem,
deixo que me sintam.
Me permito ser.
E quando sou vento,
me deixo ir,
me deixo fluir.
Quando sou tempestade,
me deixo explodir,
me deixo chover e inundar, me deixo esgotar, deixo trovejar e escurecer
até que passe.
Mas quando sou brisa, sou só a possibilidade.
De olhos fechados sei a verdade:
só quando sou brisa estou a vontade...

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